sexta-feira, 5 de junho de 2009

LUZES ACESAS

Amanhece na casa
e sobram luzes acesas.
São várias. Pálidas.
Pouso o corpo
em uma fístula
matutina de sol.
Sacode a mente, aninha
a ambrosina que serelepe
me aquece de um frio
quase invernal.
Mas o tempo,
o tempo presente
nestes poemas
não são luminosos,
tão pouco contém
espuma e sangue,
são tempos de espera,
de espera.

7 comentários:

Jeanne Araujo disse...

Oi Flavio,vim retribuir a visita e me encantei com o poema.Lindo!!! Até parece minha noite de ontem...rsrs.bjos

líria porto disse...

"são tempos de espera" - aprecio por demais a tua escrita! que venha!
besos

adelaide amorim disse...

Um poema cheio de luzes, e mesmo em compasso de espera, promete muita alegria - é uma espera boa. Beijo!

Flávio Corrêa de Mello disse...

Jeanne,

Visitei teu blog e apreciei demais os poemas lá postados. São ricamente líricos.
Beijo e obrigado pela visita.

Flávio Corrêa de Mello disse...

Oi Líria e Adelaide,

Nossa! é bom ver que vocês têm leituras similares do poema. Valeu pela visita. É só ir acompanhando, pois esse "tempo de espera" está muito produtivo.
Beijos!

BAR DO BARDO disse...

Muito bom o exercício.

Porejo de lírios...

Flávio Corrêa de Mello disse...

Opa grande bardo,
vindo do poeta da estirpe que é você é muito agradável ver e ler este comentário!