segunda-feira, 25 de maio de 2009

EXERCÍCIO POÉTICO

No quarto sentado
no colo do meu corpo
me desafio conhecer
estas paredes que me narram
no centro das vigas e no visgo
do concreto sem poros.
Por ora assisto o desfolhar
dos cupins expondo o estertor
do mofo e do aniquilamento
no armário e nos lençóis,
enquanto na janela do quarto
um black-out estendido
derrete as cinzas de sol
e esconde para além
o além dos meus pensamentos.

2 comentários:

Ines Motta disse...

Bonitos versos. Este, poderia ser o poema que pensei. E você escreveu.
Obrigada por seguir meu Blog.
Um abraço

Flávio Corrêa de Mello disse...

Ines,

Também gostei do poema e ele nasceu praticamente pronto.

obrigado pela visita!