Não, não me chame hoje.
Não diga meu nome, me esconda,
por favor, e jogue a chave fora,
sim... puxe o sinal do ônibus,
me faça descer, por favor,
para única e exclusivamente me ver,
me ver, me saber o sal no céu da boca
me saber dizendo não e somente sim
e quem sabe talvez você e eu
sobrevivêssemos a nós.
Não foi dessa vez, não foi.
Por isso acenda esse cigarro longe,
por favor, agora chega,
desapareça, suma daqui.
A aspirina me cheira a náusea,
já viu esse cisto no crânio
na foto de iodo?
Pois não... muito prazer,
não lamento, só o hoje vou viver.
Amanhã, quem sabe, amanhã.
o azul reserve o céu de nuvens claras
ou a chuva escura lave o lodo,
o que for, chuva ou sol amanhã
quando abrir os olhos saberei.
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