Chega o momento de assoprar as velinhas! E parece até que uma letra "h" entra por ali entre o "l" e o "i" - pequena paródia - para nos deixar sempre um pouco mais velhinho. Mas com a idade vem a tal da maturidade, e o que é peso transforma-se em leveza. Assim, vem os aniversários: cada vez mais leves.
Inda me lembro vivamente do meu ser rebelde e não o desprezo. Realmente durante muitos anos "bati de frente com tudo, contra todos", era a tal da insatisfação: do ter que ser do meu modo. Digamos que isso me foi muito bom, afinal, a sensibilidade aguça-se durante os questionamentos. Entretanto, também há os revezes de tamanha inconformidade. Por exemplo, durante tempos dei pouca atenção para minha carteira, para acordar cedo, para estudar com afinco, para ver a vida em sentido mais horizontal mesmo. Era como o Romário, o que interessava era fazer o gol, bola na rede. Não que isso fosse ruim ou desprezível, era como tinha de ser, mas por conta disso levei anos para me graduar e me perdi em tono de questões mil, do gênero: isto não quero e muito não sei...
A vida é efêmera, passa rápido e é nela que me concentro, que invisto para o mundo seja melhor, tanto para mim quanto para você que me lê (já que não escrevo esse monte de coisas à toa. Acredito que você lerá e que me levará em conta) Portanto: zebra para a infelicidade, para o desconforto e viva este meu aniversário e a beleza de desfrutar de um tempo chuvoso e nublado, assim como desfrutamos de um sol maravilhoso na praia do Leme.
Agradeço muito o pessoal das redes que me postaram felicitações. Foi bacana. Alô Cabral, vê se toma jeito hein... Tô de olho em você. Alô Mirian.... Não seja homofóbica. O PRÓXIMO POST é sobre a homofobia...
Portfólio / Curricullum
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Divagações
Sinceramente, acho que já cansei metade das pessoas que passam por aqui com esse vai e vem de postagens. Digamos que é assim mesmo esse meu processo de escrita. Descrevo: levo tempos sem escrever uma palavrinha sequer por aqui e em outros momentos desembesto a escrever. Será mais um momento desse?
quarta-feira, 29 de junho de 2011
in Realengo: Poetas pedem paz
Verbo Paz
Puxem uma cortina, por favor,
que tape este vermelho na janela.
Professor, por favor, me ensine:
quero conjugar o verbo PAZ.
Se no alto do céu eu olhar, agora,
este pátio e ver nele várias asas desenhadas,
minha escola vai ser vida, a gramática
é flor, o sonho azul é futuro
e futuro não chora.
Mamãe, um abraço
no meu bracinho
Papai, aqui pazestou,
pazexisto.
Daqui vejo o vovô, a vovó, a titia.
Vejo também meus amigos.
Aqui tem escola, bola, alento.
Por isso não chore, não me chame:
Criança de Realengo.
Voa a vida, passa o dia,
passa a noite e aprendo:
o verbo PAZ, já sou PAZ.
sábado, 16 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Cidade Atravessa 9 - fotos
O evento poético Cidade Atravessa é promovido pela Confraria do Vento, este último foi o nono. A novidade consiste no formato internacional, já que o evento ocorrerá em três cidades (Rio de Janeiro, São Paulo, Lisboa).
A primeira soirée já rolou aqui pela cidade maravilhosa. A convite de Márcio-Andre, Ronaldo Ferrito e Victor Paez, tive o prazer de recitar alguns poemas para o público presente. Recitei nove poemas, sendo que um do livro Poemas Suíços e outros oito poemas (alguns inéditos e outros que já publiquei em revistas). Já fazia uns quatro anos que não me apresentava em público, foi bacana, apesar da garganta estar um pouco enferrujada, travando em alguns versos. Há qualidade poética da noite foi remarcável, pois todos os poetas que se apresentaram diante de uma platéia exigente de bons poemas, apresentaram obras de qualidade, bons poemas.
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